Você tem sorte na vida ou até que a morte os separe?



Temas importantes são discutidos na trama de Glória Perez além do tráfico humano. Alienação Parental, você alguma vez já tinha ouvido falar neste assunto? Pois é, Glória Perez mais uma vez toca em um tema polêmico. 


Mas você sabe o que é Alienação Parental? Seria aquele: “eu odeio a minha mãe”, dito por uma criança. - Mas por quê, pergunta o adulto? – Porque que ela é uma prostituta. Meias verdades ou não, ex-prostituta ou não, o fato é que a família paternal e ou madrasta não podem, de forma alguma, doutrinar uma criança a odiar a um dos pais.


Cientificamente, Síndrome de Alienação Parental (SAP) é uma denominação utilizada pelo psiquiatra infantil, Richard A. Gardner, para descrever um distúrbio no qual uma criança, continuamente, cria um sentimento de rejeição e repulsa a um dos pais sem qualquer justificativa. Isso devido a uma série de fatores, incluindo a doutrinação pelo outro progenitor ou quem estiver no lugar dele (quase exclusivamente como parte de uma disputa da custódia da criança) e as tentativas da própria criança de denegrir um dos pais.


O psiquiatra adotou o termo em um documento de 1985, descrevendo um conjunto de sintomas que tinha observado nas suas experiências clínicas desde o início de 1980.


A SAP foi originalmente elaborada como um esclarecimento para o aumento do número de relatos de abuso infantil nos anos 1980. Gardner julgava a princípio que um dos progenitores (geralmente a mãe) fazia falsas acusações de abuso contra o outro progenitor (geralmente o pai), a fim de evitar contato entre ele e a criança. Sendo assim, neste caso específico, o intuito da “mãe” era afastar definitivamente a filha (o) de seu pai. "A criança fica o tempo todo no colo dele", afirma aquela que está no lugar da mãe.


Mas que viagem essa, não é mesmo leitores? 


O termo é complexo, explicando melhor, Gardner caracterizou a síndrome por um conjunto de oito sintomas que aparecem na criança, dentre os quais:  Campanha de difamação e ódio contra o pai-alvo; Racionalizações fracas, absurdas ou frívolas para justificar esta depreciação e ódio; Falta da ambivalência usual sobre o pai-alvo; Afirmações fortes de que a decisão de rejeitar o pai é só dela (fenômeno "pensador independente"); Apoio ao pai favorecido no conflito; Falta de culpa quanto ao tratamento dado ao genitor alienado; Uso de situações e frases emprestadas do pai alienante; e Difamação não apenas do pai, mas direcionada também para à família e aos amigos do mesmo.


Realmente o cenário não é bonito. Um exemplo deprimente de como essas cabecinhas são manipuladas, há relatos de crianças que afirmaram ter ouvido frases do tipo: “ele não é seu pai” ou, “o seu pai quer me matar”, ou ainda, “fique longe dele para o seu bem”.


Contudo, nós pessoas de consciência, perguntamos: qual seria a verdadeira motivação para tal desavença? Mágoa, dinheiro ou rabo preso? Seja lá qual for, o fato é que nestes casos as maiores prejudicadas são as crianças, que “por serem crianças” ainda não sabem se defender. Mas até quando, se os meninos crescem e os sinos tocam?

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