SOCIEDADE

Meias verdades...


Exigir punição e justiça não implica em falta de perdão. Podemos perdoar e mesmo assim exigir justiça. Claro, como disse Jesus: Vá e não peque mais! Todo aquele que se arrepende de verdade com o coração sincero merece perdão. A bíblia nos ensina perdoar 70X7, todavia isso não significa que o ímpio não irá pagar pelos seus atos. Isso significa que ele terá uma nova chance para recomeçar e fazer diferente.

Contudo, não se esqueçam, sempre colheremos as sementes que semearmos, seja a curto, médio ou longo prazo. Aquele que se arrepende ganha mais tempo, amortiza sua pena, paga em longas prestações e ainda terá a chance de semear novas e boas sementes. E isso significa também que ele colherá os frutos destas novas e boas sementes (a curto, médio ou longo prazo).

Então, para este a vida não vai ser tão sofrida e ele ganha a chance de recomeçar vida nova, ganha a chance de sair do erro e ser feliz, como nunca foi. Eu sempre digo, perpetuar-se no erro e diabólico. Além de trazer tristeza para os outros, uma hora o próprio infrator terá que pagar seus delitos, talvez com juros e ainda com um agravante, sem parcelar, ou seja, à vista!

Olha, o mal, a maneira do Diabo, só tem o inferno para oferecer; e o inferno, meus caros, é sofrimento e ranger de dentes. Não, o inferno não é “festinha e rock in roll”. O inferno é pior que o purgatório (óbvio). Então, eu aconselho: arrependa-se e procure Jesus enquanto é tempo. E saiba, para Jesus nunca é tarde.

Mas, por que falo sobre isso? Porque nos tempos atuais, e desde sempre, o homem peleja para sobreviver diante das violências cotidianas. Como na música da banda brasileira NXZERO, “a inveja faz as pessoas se odiarem mais”. Pense bem, a pessoa já é invejosa e se mete com as drogas, não dá outra coisa senão violência. E violência e inveja traz tristeza a todos, principalmente para os invejosos e agressivos, porque quem tem Deus no coração sempre arruma um jeito de ser feliz.

Eu disse, nunca é tarde para recomeçar, aceitar Jesus, e quando falo de Jesus, falo do exemplo de paz e amor que esse “Homem” nos deu. Bom, agora vou falar sobre “Síndrome de Estocolmo”.

Vira e mexe a gente faz um julgamento: “Esse marginal, esse drogado, esse ladrãozinho. Será que essa pessoa não vê que essa vidinha que ele leva é uma bosta”? Por que ele não sai dessa”? 

Muitas vezes essa pessoa quer sair, mas não consegue. Nem todos são iguais, então a gente precisa tomar muito cuidado com os julgamentos apressados.

Olha, uma criança que nasceu num meio social em que atos de violência e de desrespeito às leis são valorizados, não pode ser tão culpada, essa pessoa merece uma chance de conhecer uma outra realidade, diferente daquela na qual sempre viveu. O jovem é um “aviãozinho”,  sofre desde pequenininho, olha pro vizinho e vê uma vida diferente da sua, se enche de inveja. Certo dia teve oportunidade de conhecer um homem bom, ligado à igreja e a projetos sociais. Será esta a oportunidade desse jovem mudar de vida? Não! Ele não aceita a mão estendida e todos ficam sem saber o porquê!

A vizinhança fala: "Ah, fulano é um marginal, os amigos dele são todos barra pesada, pesadíssima. Não adianta insistir, pau que nasce torto nunca se endireita”.

Mal sabem essas pessoas, que esse jovem é cotidianamente ameaçado e por isso, não tem coragem de reagir positivamente ao convite do “bom feitor”.
Será isso “Síndrome de Estocolmo”?  Vamos pesquisar!

“Síndrome de Estocolmo é o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. A síndrome de Estocolmo parte de uma necessidade, inicialmente inconsciente. (...)
Aos poucos, a vítima busca evitar comportamentos que desagradem seu agressor, pelo mesmo motivo pontuado anteriormente; e também começa a interpretar seus atos gentis, educados, ou mesmo de não violência como indícios de uma suposta simpatia da parte dele a ela. Tal identificação permite a desvinculação emocional da realidade perigosa e violenta a qual está submetida.Por fim, a vítima passa a encarar aquela pessoa com simpatia, e até mesmo amizade – a final de contas, graças à sua “proteção”, ela ainda se encontra viva. No caso de pessoas sequestradas, mais um agravante: tal indivíduo é geralmente a sua única companhia”!
Saiba mais, acesse o link: http://www.brasilescola.com/doencas/sindrome-estocolmo.htm

 Em Salve Jorge, Paloma Bernardi é Rosângela. A personagem
desenvolve Síndrome de Estocolmo ao ser traficada
Bom, gente, no Brasil, mais precisamente nas periferias e aglomerados urbanos, quanto cidadãos você conhece nessa mesma situação?

É uma triste realidade, né mesmo? Por isso, devemos ter cuidado com os julgamentos, nem todos são maus por natureza. São meias verdades, muitas vezes, o psicopata é quem está do outro lado do telefone e não o próprio indivíduo agressor.


Podemos mudar essa situação? Eu acredito que sim, o Brasil merece uma chance! Se você se encontra nessa situação, procure Jesus, um médico, e as autoridades competentes!

E por falar em Síndrome de Estocolmo, o tema foi abordado em uma das novelas da Globo. Em Salve Jorge, de Glória Perez, a atriz Paloma Bernardi interpreta Rosângela, personagem que desenvolve Síndrome de Estocolmo ao ser capturada pelo tráfico internacional de pessoas.

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