CRÔNICA

Eu sofro para ser feliz!




Bom, resolvi então falar sobre alcoolismo. Por quê bebo? Bom, a princípio bebo porque não gosto de me sentir deprimida, mais ainda, não gosto de ter pânico, uma vez que pânico nada mais é do que uma depressão grave.

Então seria uma fuga? Sim é uma fuga, mas uma fuga de outra fuga. É que eu escolhi sofrer para não ver ninguém sofrer. Ou seja, eu quero salvar vidas, principalmente de crianças. Mas o que isso tem a ver com alcoolismo? 

Oras bolas, o mundo não contempla tanta euforia. Imagine um mundo em que todos são eufóricos num grau elevado. Não haveria responsabilidade, o mundo explodiria. A euforia costuma reprimir a responsabilidade, ou seja, suprime o superego.  Euforia em excesso não é um produto do bem. 

De novo, oras, não há como sentir empatia sem experimentar a dor do outro. Por isso, o sofrimento é um processo de aprendizado. OK! Mas, o que isso tem a ver com alcoolismo? Olha, eu sofro, até ultrapassar o limite suportável, depois eu me drogo. O que eu quero com isso? Eu quero salvar as crianças das drogas, ou seja, do sofrimento. Dói mais em mim ver uma criança sofrer do que sofrer pela criança. E, não é só pelas crianças. Não suporto ver sofrer quem eu amo, seja criança, idoso, ou animal. Ou, mesmo, um adulto indefeso. Eu me indigno com o sofrimento imerecido, com o sofrimento injusto.

Então eu bebo, e não faço apologia. Olha, se todos tivessem responsabilidade por seus atos... Mas, há àqueles que entregam a sua cruz para os crucificados. Isto é: crucificam Jesus para ficarem impunes. Por isso é que eu luto contra a injustiça e a impunidade. O mal impune tende à se perpetuar. 

Mas, às vezes eu bebo também para ter prazer, porém pago o pato. Tenho ressaca! Putz, e que ressaca! 

Olha, o que eu queria mesmo é que a próxima geração tivesse responsabilidade para assumir seus atos. Ninguém fica eufórico impune. Tolo é todo aquele que só vive na euforia. Mas, mais tolo ainda é aquele que se deixa crucificar. 

Veja bem, estou num avião que despressurizou. Posso morrer primeiro? Claro que não. Como vou salvar a vida de quem está ao meu lado? Então, primeiro coloco a minha máscara, depois socorro o outro. Assim também é o sofrimento. Como um bebê (beber), eu respiro, sofro e choro, e só depois eu socorro a minha mãe com todo o meu amor. 

Je t'aime maman (seja homem ou mulher)!

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