POLÍTICA: Para que serve?

A arte da felicidade!



Muitos reclamam dos políticos e dizem não gostar de política. Mas, será que eles sabem ao certo do que se trata a política, tão criticada desde sempre pelos cidadãos?

Pólis Grega
Segundo Norberto Bobbio em seu “Dicionário de Política”, a palavra tem origem grega, politikos,  e  significa "de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis". Ou seja, tudo que se refere à cidade e, consequentemente, o que é urbano, civil, público, e até mesmo sociável e social.

O termo Política se difundiu graças à importância da grande obra de Aristóteles, denominada Política, que deve ser considerada como o primeiro tratado sobre a natureza, funções e divisões do estado, e sobre as várias formas de Governo.

Na filosofia aristotélica a Política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana. Tal ciência divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na pólis) e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva da pólis).

Aristóteles
Aristóteles, filósofo grego, em seu tratado sobre Política, queria  investigar as formas de governo e as instituições capazes de assegurar uma vida feliz ao cidadão. Por isso mesmo, a política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam o conhecimento como meio para ação. E eis a sua importância!

E eis a sua importância! A Política foi feita para fazer a felicidade do homem em sociedade.

Segundo Aristóteles:

"Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda ela se forma com vistas a algum bem (o bem-comum) pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam a isso, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política" (Pol., 1252a).

Pois é, eis que de novo falamos sobre o  “bem-comum” . Olha em outro artigo deste mesmo blogger, afirmei que nem sempre o “bem-comum” significa fazer o bem! Parece que eu entrei numa sinuca de bico, não é mesmo? Mas, não, entrei não, e eu vou explicar o porquê:

Aqui precisamos fazer uma distinção: Quando Aristóteles fala sobre o  “bem-comum” ele quer dizer sobre o bem de  “toda a sociedade” e não o bem da maioria dos indivíduos de uma sociedade. Muitas vezes o governante toma decisões impopulares visando o bem da sociedade e não o bem da maioria dos indivíduos. Por vezes é necessário, por exemplo, aumentar as taxas de juros em detrimento ao bolso do cidadão, o poder de compra diminui a e economia freia, com isso, os economistas pretendem um equilíbrio fiscal. O país sai ganhando, mas a maioria dos indivíduos não. É que existem leis de mercado e nosso Estado interage com outras nações. Existem interesses maiores do que os interesses da nossa sociedade, no caso, do nosso país. Talvez algumas sanções em alguns grupos de países evitem um colapso mundial.

Olha, as leis divergem de cultura para cultura, e nem sempre o “bem do todo” é o “bem-comum”. Talvez fosse mais apropriado aos textos de Aristóteles adotar o termo o “bem do todo” e não o “bem- comum”.
Ficou claro que a Política tem a finalidade de nos fazer felizes? No mais, confiram a diferença entre BEM e MAL:


Bem: qualidade de valor positivo. Mal: qualidade de desvalorização. Em religião, ética e filosofia, a frase bem e mal refere-se a avaliação de objetos, desejos e comportamentos através de um espectro dualístico, onde numa dada direção estão aqueles aspectos considerados moralmente positivos e na outra, os moralmente negativos. O bem é por vezes visto como algo que implica a reverência pela vida, continuidade, felicidade ou desenvolvimento humano, enquanto o mal é considerado o recipiente dos contrários. Por definição, bem e mal são absolutos porque qualquer enunciado moral afirma ser válido, independentemente de quem o faz, e independentemente de qualquer objeto ao qual o enunciado se refira. Por exemplo, "assassinato é moralmente errado" afirma ser um enunciado objetivo visto que não é um declaração sobre o sujeito que o declara. O enunciado também afirma ser absoluto porque implica que assassinato é mau em geral, por contraste com assassinato ser moralmente errado para que uma pessoa o cometa e não para outra. (Wikipédia, a enciclopédia livre).

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